Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

No Brasil, o índice de adolescentes que engravidam nesse período aumenta cada vez mais, porém é considerado uma gravidez de alto risco devido aos problemas de saúde que são frequentes na gestação precoce. Vale ressaltar que a adolescência vai dos 12 aos 18 anos de idade. Todavia, a fertilidade nesse período pode fazer com que ocorra a gravidez indesejada.  Por conseguinte, a gravidez nesse período pode acarretar problemas de saúde e sociais, portanto, é necessário que  as Políticas Públicas invistam em ações para ensinar a educação sexual para adolescentes para que o índice decresça.

Decerto, a gravidez na adolescência pode acarretar problemas de saúde na mãe e no filho, segundo Vanessa Vieira, coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, o risco de saúde a ambos são muitos, como a anemia, prematuridade, aborto espontâneo, depressão pós-parto. Visto que essas mães podem abandonar os estudos, aumentando os casos de desemprego, levando à pobreza das mesmas. Como também, as mães que engravidam cedo podem submeter-se a abortos inseguros, arriscando a sua própria vida. Sendo assim, esses fatos citados tratam-se de problemas relacionados a saúde pública, devido as situações econômicas precárias em alguns casos, como também os riscos de saúde inseridos em tal problemática, etc.

Ademais, falta ensinamento sobre sexualidade com os  adolescentes, que são desinformados acerca dos métodos contraceptivos, assim, fazem a utilização inadequada ou a não utilização de tais. Segundo Fundo de População da ONU (UNFPA), mais de 430 mil bebês nascem de mães adolescentes no Brasil ao ano. Logo, é um índice muito alto, mas ainda estatísticas mostram que 27% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental já tiveram relação sexual, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. Desse modo, esses dados não podem ser esquecidos, pois os adolescentes precisam de mais informação sobre o assunto, para que não aconteça a gravidez indesejada, e consequentemente, o abandono de crianças e a morte de mães e filhos.

É evidente que a gravidez na adolescência é frequente e traz riscos à saúde, além de problemas sociais e são necessárias medidas para que o índice decresça. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação investir na educação sexual brasileira, por meio de aulas e palestras, através de professores e profissionais da saúde, com o intuito de informar os adolescentes e evitar a gravidez precoce, deve-se ensinar a utilização correta de métodos contraceptivos. Como também cabe ao Governo investir em ações, por meio de propagandas que relatem dados estatísticos e as consequências de uma gravidez na adolescência, para incentivar os adolescentes a se protegerem contra o tal fato.