Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
A gravidez na adolescência é considerada a que ocorre entre os 10 e 20 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Decerto, essa mazela social é presente no Brasil, uma vez que o país apresenta a taxa de fecundidade entre jovens dessa faixa de idade acima da média mundial. Desse modo, deve-se destacar o problema e analisar a desinformação acerca da educação sexual junto às condições de vulnerabilidade social de diversos jovens brasileiros.
Assim sendo, a falta de instrução e informação permitem que os jovens não tenham consciência da prevenção e dos riscos que a maternidade precoce oferece, se tornando um tabu em nosso país. Dessa forma, isso se deve visto que deriva de uma crença equivocada das escolas, junto às famílias, de que instruir os adolescentes sobre prevenção sexual pode encorajá-los a se tornarem sexualmente ativos. O que é o oposto, pois a falta de conversa familiar a respeito do ato sexual, são estímulos ao descaso no tocante à prevenção.
Segundo a Associação Médica Brasileira(AMB), anualmente cerca de 18% dos brasileiros nascidos são filhos de mães adolescentes. Em números absolutos isso representa 400 mil casos por ano. Com base nisso, é fundamental que os riscos à mãe precoce devem ser mostrados como fim de conscientização para a redução de jovens vulneráveis.
Portanto, é de grande necessidade e importância que o Ministério da Saúde em conjunto com os governos locais, promovam palestras e eventos com a finalidade de informar e mostrar todos os pontos da gravidez precoce e quebrar o tabu existente para com a conversa sobre esse assunto que é algo muito importante.