Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

Segundo o Organização Mundial de Saúde (OMS),a gravidez é dita precoce quando a menina engravida entre os 10 e os 19 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS), os adolescentes representam cerca de 25% da população mundial que é um número bem alto,com isso há uma certa insuficiência de diálogo entre pais e filhos acerca da sexualidade. E ainda apesar de estarmos em uma Era Digital, algumas informações não são transmitidas satisfatoriamente.

Nesse contexto, segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria (SPB), a desinformação sobre sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos são os principais motivos para a gestação na adolescência.Em primeiro plano, pode-se pontuar que a falta de diálogo sobre sexo e sexualidade é um grande entrave para o problema, visto que o indivíduo, por ser criado em uma sociedade que vê , pode, por consequência, atrasar a maturidade do conhecimento sobre o assunto.

Em segunda instância, a desestruturação do ambiente familiar, principalmente, devido a ausência paterna, acarreta a redução ou ausência de orientação por parte dos pais. Nestes casos, toda a educação torna-se responsabilidade das escolas, que não possuem estrutura para suprir tais necessidades.Também, é fato que a gravidez precoce é um problema de saúde pública, posto que causa riscos à saúde da mãe, à saúde do bebê e gera impactos socioeconômicos, dado que muitas das grávidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego.

Portanto faz-se necessária a criação de um Programa Nacional Contra a Gravidez na Adolescência por parte do Ministério da Família e Direitos Humanos, em união com o Ministério da Educação.É viável que o Ministério da Saúde atue em conjunto com o Ministério da Educação elaborando um programa social e educativo em escolas públicas com palestras e cartilhas educativas sobre sexualidade e uso de preservativos.