Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

Estabelecendo em uma cultura nitidamente patriarcal, o sexo ainda é um assunto considerado “tabu” pela maior parte da população brasileira. Sobre essa perspectiva, a desinformação a respeito desse tema, principalmente, em áreas rurais e periféricas, acarreta o aumento cada vez maior de gravidez precoce. A série britânica “Sex Education” mostra a relevância da discussão sobre a sexualidade e gravidez, sobretudo na adolescência, a qual é falada, abertamente, nos âmbitos escolares e familiares. Esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada. Haja vista que a Holanda, um país liberal da Europa, inclui a educação sexual como algo comum, necessário e compulsório, sendo, então uns dos países com baixo índice de gravidez na adolescência.

A gravidez precoce é um problema de saúde pública e gera impactos socioeconômicos, em virtude de muitas das grávidas abandonarem os estudos e apresentarem maior dificuldade para conseguir emprego. Isto posto, esses incidentes têm ocasionado as antecedências de uma gravidez indesejada, pois o intuito de amenizar esses casos tem sido improdutivos. De maneira análoga, é possível perceber que os adolescentes, desviam-se da adolescência e se deparam mais cedo com o tema da sexualidade, pois buscam prematuramente o prazer e a vida sexual. Isso acaba tornando-se um problema à medida que não há interferência da família.

Dado que a gravidez precoce prejudica o futuro profissional da mãe, ocasionando suas vidas comprometidas, visto que as mesmas deixam de estudar para trabalhar. Por conseguinte, os recém-nascidos crescem frágeis com possibilidade de morte prematura, porque a ausência do pré-natal contribui para que as garotas não recebam informações acerca da alimentação materna, havendo o favorecimento no nascimento de crianças deficientes como foi o caso do filme “Preciosa”.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Governo Federal deve analisar a possibilidade de instituir a educação sexual nas escolas, como abordagem transversal. Adiante, os Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS) devem instituir nas escolas, palestras ministradas por profissionais que discutam o combate a gravidez na adolescência. Dessa forma os jovens brasileiros não precisarão viver a realidade de “Sex Education”.