Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
Na década de 1960, com o surgimento da pílula anticoncepcional, a mulher pôde, pela primeira vez, prevenir uma gravidez indesejada. Entretanto, na contemporaneidade, a desinformação ainda se apresenta como um obstáculo à prevenção de gestações precoces, tendo em vista o desconhecimento de práticas anticoncepcionais. Nesse sentido, observa-se a importância de ações governamentais para a redução desse fenômeno no Brasil, principalmente no que se refere à conscientização dos jovens. A princípio, mesmo que a filosofia existencialista de Sartre afirme que o homem está, paradoxalmente, condenado a ser livre, ao examinar a ausência de ações governamentais no combate à gravidez precoce, percebe-se um distanciamento do jovem dos ambientes escolares. Isso ocorre devido às obrigações da maternidade, bem como a procura de atividades rentáveis. Nesse contexto, a presença de políticas públicas, como o ensino de sexualidade em escolas e anúncios virtuais de prevenção à gravidez, são essenciais para a manutenção das novas gerações no ambiente de ensino, não apenas por instruir esses cidadãos diante da prática sexual, mas também por garantir meios de planejamento familiar. Desse modo, cabe uma visão crítica sobre a formação sexual na coletividade. Em segundo plano, há de se mencionar o potencial das redes sociais na diminuição dessa temática. A esse respeito, cabe pontuar que 60% dos brasileiros acessam à internet, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro desse contexto, embora o Neomalthusianismo defenda, equivocadamente, o controle de natalidade como meio de erradicar a pobreza, a disseminação de anúncios virtuais de controle populacional, como propagandas curtas sobre métodos contraceptivos e a criação de páginas educativas em redes sociais sobre planejamento familiar, apresenta-se como importante mecanismo de instrução sexual e combate à maternidade juvenil. Logo, é perceptível os avanços tecnológicos em consonância com causas sociais na atualidade. Então, é essencial a busca de métodos que evitem a gravides jovem.