Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
O psicanalista Freud, em sua obra ‘‘Totem e Tabu’’, afirma que temas sobre os quais a nação tem dificuldade de discutir tornam-se preconceitos. Nesse sentido, pode-se pensar na gravidez precoce, por conseguinte, as jovens mães sofrem com dilemas éticos e econômicos impostos pela sociedade.
No início do ano de 2020, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares, alegou que seria preciso haver à abstinência sexual para adolescentes, para que então assim acontecesse a diminuição da gravidez na juventude. Tendo em vista que é pouco provável o Governo ter controle da vida sexual dos jovens, proibir não é o ideal, e sim ensinar maneiras seguras do ato. Outrossim, a grande maioria das vezes, as jovens que engravidam na adolescência não tem bom conhecimento de como se prevenir. A maior parte de um todo, sem ter um diálogo aberto sobre isso com os responsáveis e não escutando sobre frequentemente nas escolas, onde até então teria de ser o seu refúgio, tem começado sua vida sexual cada vez mais cedo e sem alguma instrução.
Por meio de dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, a gravidez na adolescência prevalece em famílias de baixa renda, em áreas periféricas, potencializando o risco de bebês prematuros e de baixo peso e também diminui conforme aumenta a escolaridade das jovens, com isso, indubitavelmente, é possível ver a grande deficiência do Governo sob o assunto discutido. Adolescentes pobres que com um filho terão ainda menos oportunidades por consequência da grande precisão que o bebê terá da mãe perto e em virtude do elevado preconceito do mercado de trabalho com mulheres, terão menos oportunidades e essa criança provavelmente crescerá em situação crítica, dessa maneira formando um ciclo calamitoso.
Diante dos fatos mencionados, é imprescritível que, o Ministério da Educação inclua educação sexual na grade curricular em escolas públicas e privadas. Ademais, é fundamental que o Ministério da Saúde faça a distribuição de preservativos em maior massa, além da disponibilidade em UBS’s, que já ocorre, essa distribuição poderá ser feita mensalmente em periferias por assistentes sociais ou, se existir necessidade, até mesmo por coordenadores de escolas nas instituições de ensino.