Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
A gravidez na adolescência é frequente no Brasil. O filme “Mais ou Menos Grávida”, conta a história de um jovem casal de 17 anos, ambos estudantes. Ao desenrolar da trama, Darcy, a protagonista, engravida, o que a leva a lidar com a tentativa de conciliar a faculdade e a maternidade. Portanto, ao notar a frequência de casos de gravidez na adolescência, houve a necessidade da criação de medidas por parte do Governo. Sendo necessário o debate acerca desse tema.
De acordo com o Economista Roberto Campos “Tudo o que se pode fazer é administrar as desigualdades, buscando igualar as oportunidades”, percebe-se que o Brasil falha em promover igualdade, há um notório número de pessoas marginalizadas. Consequentemente, os jovens se tornam vulneráveis, na medida em que eles não têm acesso a uma educação de qualidade. Para exemplificar, no Brasil cerca de 83% das adolescentes que são mães precocemente não estudam e nem trabalham, conforme o levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 2013.
A influência histórica que a igreja tem sobre a sociedade, inclusive no modo como é visto o tema sexo, faz com que o assunto seja pouco. Isso acaba retendo informações que deveriam ser compartilhadas com os adolescentes. Quando há iniciativas de promover a educação sexual em escolas os educadores são alvos de sanções sociais e de órgãos administrativos que não respeitam a laicidade do Estado. Como o princípio Kantiano afirma, sendo o homem fruto da educação, a falta investimento em educação sexual resulta no aumento do número de adolescentes grávidas.
Logo, o MEC (Minitério da Educação) deve promover palestras em escolas, com especialistas em sexualidade juvenil. Além disso junto da mídia o Governo deve realizar campanhas virtuais em todos os meios de comunicação, para que o conhecimento necessário seja passado para os jovens, ocasionando na redução dos casos de gravidez na adolescência.