Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

De acordo com um relatório de 2018 do Fundo de População da ONU (Unfpa), quando uma mulher tem informação e acesso a meios adequados para prevenir ou adiar uma gravidez, ela tem mais controle sobre sua saúde, pode progredir nos estudos, ingressar ou se manter no mercado de trabalho. Dessa forma, quando esses direitos são negligenciados, uma das principais consequências é a gravidez na adolescência. Assim, o governo, como sendo o responsável a proporcionar educação de qualidade, visando ajudar ao máximo a saúde e educação de todos, deve organizar e realizar ações efetivas para a redução da gravidez na adolescência.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estabelece que a gravidez precoce ocorre quando uma menina engravida entre 10 à 19 anos de idade. Segundo a coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, Vanessa Vieira “Os riscos à saúde da mãe e bebê são muitos, como prematuridade, anemia, aborto espontâneo, eclâmpsia, depressão pós-parto, entre outros”. Nesse período, o corpo da mulher não está totalmente pronto para aguentar uma gestação, fisicamente e psicologicamente. Além disso, as consequências socioeconômicas dos altos gastos repentinos e da pressão e atrito com a própria família acrescentam a sequência de motivos para que a gravidez prematura seja evitada.

Visto as consequências da gestação na adolescência, a principal forma de evitá-la é com a prevenção. De acordo com a Dr. Adriana Lippi Waissman, o baixo nível socioeconômico, a baixa escolaridade e a desestruturação familiar compõem as principais causas da gravidez na adolescência. Ainda segundo a doutora “Metade das adolescentes que atendemos no HC já tinham interrompido os estudos antes de engravidar. Isso nos permite pensar que se tivessem continuado a estudar e a receber estímulos pedagógicos e culturais como acontece com as meninas de classe social mais abonada, talvez nem pensassem numa gestação, porque de uma forma ou outra, a escola representa um fator de proteção para elas”.

Logo, com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da Educação deve proporcionar aulas sobre educação sexual aos jovens, assim informando as medidas preventivas e educativas, a fim de reduzir a incidência da gestão nessa fase de vida. Além disso, é dever do Ministério da Saúde acompanhar as famílias destes jovens, e instruir no modo em como devem lidar com a situação, desta forma amenizando a taxa de mulheres que sofrem traumas físicos e psicológicos, por conta da maternidade prévia. Através dessas e outras medidas, a sociedade brasileira se tornará cada vez consciente de sua responsabilidade, reduzindo, assim a gravidez na adolescência.