Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
Desde a Antiguidade, o sexo é retratado como a passagem da pureza infantil para a vida adulta, o que ocasionou ao longo dos anos, uma indisposição para se discutir o assunto, já que diversas pessoas, principalmente de maior idade consideravam sexo como uma ação impura e suja. Isso ocasionou principalmente no constrangimento e no medo por parte dos mais jovens ao falar sobre esse tema, fazendo com que eles não buscassem conhecimento sobre e acabando recebendo informações erradas ao procurar em fontes não confiáveis.
Com isso, pode-se citar o fato dos próprios pais não terem interesse ou até mesmo não saberem conversar com os filhos sobre esses assuntos, fazendo com que os filhos cresçam sem instrução e acabem por repetir esse ciclo. Além disso, muitos desses pais imaginam esse processo de aprendizado como sendo algo natural, o que acaba por resultar em altos índices de doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez.
Por consequência, os jovens tendem a buscar informações em meios os quais eles se sentem mais confortáveis, e acabam por aprender de maneira errada ou incompleta. Isso também afeta no número de gravidez na adolescência, como aponta o G1, que diz que mais de 63% dos jovens buscam informações acerca do sexo com amigos antes de conversar com seus pais.
Por isso, é necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, desenvolvam projetos para ensinar educação sexual nas escolas, promovendo um ambiente saudável e sem restrições, o qual os alunos poderiam perguntar o que quisessem sem serem julgados. Além disso, o governo também deveria disponibilizar preservativos em escolas, para que os adolescentes não precisem ter medo de ter acesso a esses produtos.