Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
A gravidez na adolescência é de acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), aquela gravidez que ocorre entre os 10 e 20 anos de idade. Ainda que no Brasil os números de gravidez tenham diminuído nos últimos anos até então continua com elevados índices de adolescentes grávidas, índices que servem de alerta para essa parcela de adolescentes. Por outro lado, uma gravidez na adolescência pode acarretar em muito problemas na vida da mãe e de seu bebê, pode apresentar complicações que podem levar até a morte, além disso, uma das principais causas de evasão escolar entre meninas é a gravidez na adolescência.
Entretanto, alguns problemas tristes e evidentes impedem que isso seja resolvido, segundo revela uma pesquisa feita pela ONG Save the Children, o principal motivo de mortes e lesões em adolescentes no mundo se dá devido a partos e gestações,que anualmente atinge quase um milhão de adolescentes. Visto que a maioria dessas pessoas que morrem não têm acesso a métodos preventivos e anticoncepcionais para que não aconteça uma gravidez indesejada e o corpo delas não está preparado para dar à luz uma vida nova. Apenas no Brasil informa o Ministério da Saúde que só 2% das mulheres utilizam métodos de longa duração e quase 55% engravidam de forma não planejada,ou seja,a falta de educação sexual e o baixo acesso a prevenção são fatores que influenciam muito esse cenário.
Mas também, o Brasil ainda possui altos números de adolescentes grávidas e por isso muitas meninas deixam a escola em função de terem engravidado. Conforme aponta uma pesquisa da ONU, o Brasil a cada mil meninas entre 15 e 19 anos tem cerca 68 bebês a qual abandonam os estudos para cuidar de seus filhos, levando a um risco alto de desemprego e dependência econômica da família. Por esse motivo essas pessoas têm seus futuros já com muita dificuldade, a escola que é a instituição mais importante da vida adolescente é perdida e assim muda completamente as expectativas desse futuro.
Portanto, para que todos esses problemas sejam resolvidos, cabe ao Ministério da Educação desde cedo na escola através da implementação de aulas de educação sexual para os estudantes fazer com que eles planejem melhor suas escolhas e se conscientizem sobre a importância de ter uma vida sexual bem regrada. Mas também cabe ao Ministério da Saúde que promova campanhas que incentivem ao uso de métodos contraceptivos, principalmente da camisinha, melhor e mais eficaz método. Ainda assim fazer com que haja uma ampliamento no acesso a esses meios e procedimentos,com isso haveria uma redução significativa no número de adolescentes grávidas indesejavelmente.