Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação e ao bem-estar social. Conquanto, as ações improdutivas do governo para a redução da gravidez na adolescência impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada. A educação é o principal fator de desenvolvimento de um País.
Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste se reflete claramente no número gestantes adolescentes no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe entre 15 e 19 anos de idade, o que só reforça a importância de conscientizar, informar e trazer à tona a necessidade de se combater a gravidez precoce. Diante dos fatos apresentados, é inadmissível que a população se subjugue a tal falta de apoio do Governo para com os jovens e crianças que estão em idade escolar. Os quais, podem ou estão passando por determinada situação.
Por conseguinte, é imprescindível salientar-se que uma gravidez indesejada pode causar marcas profundas nas vidas das mulheres que passaram por isto. Segundo a médica pediatra, Lilian Day Hagel, “A gravidez na adolescência é prejudicial sob ponto de vista da perspectiva de vida do adolescente. É frequente que a mãe abandone a escola e interrompa definitivamente os estudos, o que é um fator complicador para o futuro. Além disso, uma gestação indesejada, às vezes, é fruto de relações de poder ou casos de violência, o que gera traumas permanentes”. Diante do exposto, a gravidez na adolescência é prejudicial de todas as maneiras para a vida de uma mulher. Este problema, quando fruto de uma violência sexual, pode causar ainda mais danos, não somente ao físico mas ao psicológico das mulheres.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Logo, é essencial que o ministério da educação para a resolução deste, promova, com o dinheiro mal administrado dos tributos cobrados à população, campanhas e palestras educacionais e a adição da matéria de educação sexual a grade escolar, para crianças a partir dos 6 anos de idade, por meio de materiais didáticos relacionados às devidas etapas escolares. Ademais, o Estado deve fazer uma emenda na lei com o intuito aumentar a pena para homens que cometem abuso sexual. Assim, com o passar dos anos, o problema da gravidez na adolescência, seja por qual for o motivo, se minimizará, fazendo com que o país supere tal desafio.