Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
A adolescência é uma fase da vida a qual as pessoas passam por diversas mudanças, tanto psicológicas, quanto físicas. É notório, então, um comportamento investigativo quanto a novas coisas relacionadas a vida adulta. Uma dessas trata-se do ato sexual, o qual, por meio da curiosidade e da falta de capacidade de discernimento, os adolescentes acabam por realizar este de modo precoce, sendo que por muitas vezes, é pouco orientado, pois, por ser um assunto de âmbito particular, os adolescentes evitam conversar sobre esse assuntos com pessoas adultas, sejam elas do âmbito familiar ou profissional. Sendo assim, é necessário que ocorra uma ação intervencionista, para qual, seja possível reduzir a gravidez na adolescência.
Primeiramente, é importante ressaltar que a gravidez na adolescência pode trazer grandes consequências para a vida dos jovens, pois, estes acabam por ter que reorganizar e replanejar suas vidas e rotinas. Além disso, é importante entender que os adolescentes que possuem casos de gravidez tendem a possuir problemas físicos, psicológicos e sociais, devido a uma série de fatores que na maioria se associam ao julgamento realizado pela sociedade é de grande importância para que haja uma real conscientização acerca das consequências que este pode gerar.
É importante, contudo, entender que a gestação não é a única consequência que pode ser originada a partir da realização do ato sexual. Também é necessário ressaltar a presença de DSTs, as quais, podem gerar efeitos irreversíveis nos jovens de hoje e que, infelizmente estão muito presentes. De acordo com um estudo divulgado pelo Ministério de Saúde no ano de 2018, cerca de de 150 mil pessoas foram diagnosticadas com sífilis no ano de 2018. Além disso, as meninas ainda estão em processo de desenvolvimento e formação dos seus órgãos reprodutivos e endócrinos, e antecipar a gestação pode ocasionar em má formação fetal e problemas de saúde.
Portanto, pode-se observar que a comunicação aberta e clara sobre a puberdade e as relações sexuais junto a suas consequências é de suma importância para reduzir o número de casos de gravidez na adolescência. Uma ação intervencionista que poderia ser realizada, tendo em vista colaborar com o desenvolvimento do processo de formação seria a de ações educativas associadas a participação da família no ambiente escolar e a inclusão da educação sexual na grade curricular a partir do final do ensino fundamental, com a finalidade de conscientizar e orientar o desenvolvimento e o conhecimento das crianças sobre este assunto.