Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

Infelizmente, a gravidez na adolescência é um problema muito comum no Brasil, chegando a atingir a taxa de 69 filhos de mães adolescentes para cada mil meninas, número esse que supera a média mundial de 46. Esses dados do Sinasc (Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos)

comprovam que a falta de educação sexual nas escolas acaba por limitar o futuro de diversas jovens, tornando essa questão, um problema muito maior do que o imaginado.

A educação sexual é extremamente importante para orientar os jovens sobre os cuidados necessários e guia-los para a vida sexual. No entanto, esse assunto no Brasil ainda é muito discutido e considerado até mesmo como proibido em diversos lugares. Segundo uma reportagem do G1, os moradores da cidade de Codó no maranhão consideram a menstruação como tabu, sem contar que a educação sexual passada na escola é desmentida pelos pais em casa. Essa situação acaba prejudicando os jovens, além de confundi-los e os deixarem sem as informações necessárias.

Consequentemente, essa desinformação acaba se tornando uma gravidez não desejada na adolescência. A condição de mãe acaba limitando as oportunidades das adolescentes: muitas vezes, as meninas acabam desistindo de estudar, entrar numa faculdade e até mesmo trabalhar para cuidar do filho. Sem contar os diversos problemas de saúde que ela sofre como parto prematuro, vulnerabilidade a infecções e depressão pós-parto.

Logo, a fim de diminuir os números da gravidez na adolescência, o governo deve instruir tanto os pais quanto os jovens através de diversas palestras com profissionais e especialistas. Essas palestras precisam ocorrer de forma que os pais não contradigam os profissionais e que os jovens sejam totalmente instruídos sobre a vida sexual. Com isso, espera-se que os adolescentes estejam preparados para realizarem as relações sexuais de forma segura e no tempo certo, evitando a gravidez.