Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
Na série “ sex education” é possível perceber que por conta da falta de conteúdo sobre relações sexuais na escola, alunos se juntam para produzir esse tipo de informação, assim dificultando a gravidez sem planejamento na adolescência e a obtenção de doenças sexualmente transmissíveis. Fora da ficção, é notório que o Brasil ainda possui uma média de gravidez na faixa etária entre 15 e 19 anos maior que a mundial, sendo assim necessária a implementação de medidas que reduzam essa porcentagem. Medidas essas, que podem ser tanto a implementação de conteúdo relacionado a sexo na escola, quanto a conscientização para o uso de métodos contraceptivos.
Primeiramente, é importante citar que no Brasil a taxa de fecundidade entre meninas de 15 a 19 anos é de 62 a cada mil bebês nascidos vivos, 18 maior que a média mundial, que se encontra em 44 a cada mil bebês segundo uma pesquisa com participação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Portanto, para diminuir essa média, é necessário que o Ministério da Educação concretize em sua base nacional comum curricular um estudo mais amplo e específico sobre relações sexuais. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), em 2015, dos adolescentes do ensino fundamental sexualmente ativos, 33,8 % disseram não ter usado camisinha em sua última relação sexual. Apesar disso, a maioria dos entrevistados disseram ter escutado a respeito do tema anteriormente na escola, ou seja, passar a informação superficialmente não é efetivo, é necessário que se foque no estudo específico e de qualidade, para que os alunos se atentem aos riscos e vantagens de usar métodos contraceptivos, diminuindo o risco de gravidez na adolescência.
Em seguida, é importante dizer que para que essa média de gravidez na adolescência seja reduzida, é necessário que o governo construa campanhas de conscientização e influencie os adolescentes a usarem métodos contraceptivos. Que foi o caso da campanha criada pelo Ministério da Saúde, “Tudo tem seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois”. Que buscava além de influenciar esses adolescentes a usar proteções, ajudar os pais a conduzirem o seu filho por meio da educação relacionada a esses métodos, diminuindo o risco de gravidez indesejada, que mesmo com essas campanhas criadas ainda é muito alto no Brasil, como é visto em uma pesquisa feita pela BBC news Brasil, a qual diz que 55% das gestações brasileiras não foram planejadas.
Por conta disso, é necessário que o Ministério da Saúde incite esses jovens à usarem métodos de proteção, por meio do investimento na distribuição desses métodos e campanhas de propagação, além de indicar as vantagens do uso, para que o risco de gravidez indesejada na adolescência diminua, e propondo um futuro melhor para esses jovens.