Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
O Brasil registra uma das maiores taxas latino-americanas de gravidez na adolescência, chegando a quase mil partos diários e meio milhão de jovens mães no país em cada ano. Embora há uma tendência de queda nesses números segundo o Ministério da Saúde, a situação é bem preocupante pois não há uma política específica para tratar desse tema que modifica a vida de tantas famílias. É preciso que o governo tome providências urgentes para reduzir a gravidez na adolescência.
A OMS apresentou um relatório em que mostra que a gestação precoce é a maior causa de mortes de adolescentes no mundo, por isso é considerado um problema de saúde pública. Sugere que o Ministério da Saúde procure instruir crianças e adolescentes, através de palestras e seminários nas escolas, sobre métodos contraceptivos como por exemplo o uso de preservativo nas relações sexuais, uma vez que é comum no país a ausência de uma educação sexual tanto no contexto escolar quanto familiar.
A ministra da família Damares Alves, diante dessas informações, tem proposto que haja uma reflexão a respeito e seja estimulado o diálogo entre os adolescentes e suas famílias auxiliando no desenvolvimento consciente e responsável, gerando uma atitude racional e preventiva.
Diante de tudo isso, o governo federal decidiu instituir a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, através da lei 13.798. Irá suprir adolescentes e seus responsáveis de informações veiculadas nas redes sociais e comerciais da TV aberta, de medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da gravidez na adolescência. Através do SUS, o adolescente terá acesso a vários métodos contraceptivos de forma gratuita, além de receber toda atenção e acompanhamento em todas as fases do desenvolvimento. Por fim e não menos importante, o Ministério da Saúde está estudando maneiras de ouvir jovens para poder atender às suas necessidades.