Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
O filme estadunidense intitulado “Simplesmente acontece” mostra a história de uma estudante do Ensino Médio que engravida acidentalmente e, por sentir vergonha, abandona a escola decidindo esconder sua gravidez. Semelhantemente, no Brasil, a taxa de gestantes na adolescência é alta se comparada com outros países, precisando ainda de métodos preventivos para a redução dessa problemática. Por conseguinte, esse tipo de ocorrência desencadeia diversos tipos de consequências na vida das jovens que passaram por essa situação, como a evasão escolar e a dificuldade emocional.
Em primeira análise, sabe-se que o estudo é um dos principais meios de garantir um bom futuro no quesito financeiro. Entretanto, uma pesquisa realizada pelo Jornal Nacional revela que boa parte do abandono escolar é devido à gestação precoce, pois essa desencoraja a vítima de permanecer no ambiente estudantil por receio do que pode acontecer, como o bullying, por exemplo. Sendo assim, a vida acadêmica dessa jovem pode ser comprometida, acarretando resultados negativos para o seu futuro.
Em segunda análise, sabe-se que a gestação enquanto à adolescência gera instabilidades, tanto psicológicas como físicas. Certamente, a adolescente que tem uma gravidez acidental precoce não está preparada para essa responsabilidade, visto que ainda é jovem. De acordo com Bruna de Lira Soares, adolescente de 18 anos, a sua gestação foi difícil e solitária devido à falta de assistência emocional. Logo, é evidente a necessidade de ajuda dos pais e amigos, porém, pelo fato de que ainda existem muitos pensamentos conservadores, essa ajuda, às vezes, é impedida de chegar na vítima tendo um grande risco de gerar distúrbios psicológicos, como a ansiedade e a depressão.
Em suma, a gestação durante a adolescência é um tema importante que exige medidas a serem tomadas para a sua redução. Portanto, é necessário que o Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação promova a realização de palestras conscientizadoras e programas educacionais de orientações sexuais nas escolas, para que os estudantes aprendam sobre os métodos contraceptivos e o modo correto de usá-los, diminuindo a taxa de natalidade na adolescência como também as consequências que a gravidez precoce proporciona. Ademais, cabe ao Ministério Público realizar campanhas de distribuição gratuita de preservativos por meio de acordos com hospitais e escolas, para que a população, principalmente os jovens, tenha materiais preventivos suficientes, reduzindo a chance de uma gravidez acidental.