Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

É indiscutível que a gravidez precoce ainda ocorre nos dias atuais. Pela falta de informação, ensino deficitário nas escolas e fácil acesso ao sexo, agravam essa situação. No filme brasileiro, “Que horas ela volta”, retrata essa realidade. Já que, a gravidez da personagem, interpretada pela Regina Casé, atrapalha a conclusão dos seus estudos, impossibilitando uma boa colocação no mercado de trabalho. Dessa forma ela deixa sua filha para viajar em busca de um emprego. Assim, consegue trabalhar como empregada doméstica.

A priori, as ações governamentais são importantes para que esses dados diminuam. A luz de que os dados do Ministério da saúde apontam que a incidência de casos nas zonas rurais e periféricas é maior, ligando proporcionalmente a falta de escolaridade, às chances de gestação prematura. O que move uma discussão a respeito do acesso à informação no Brasil que é muito elitista. Por isso os jovens não tem acesso aos impactos causados por esse problema.

Apesar do Brasil ser um Estado Laico, a religião predominante é a cristã, com 87% da população brasileira praticante. Isso pode ser um problema quando se trata desse assunto. Já que prega-se que o sexo tem que ocorrer depois do casamento. Por isso muitos jovens, que se relacionam sexualmente, se sentem constrangidos e reprimidos pelos seus pais que desconhecem a vida sexual ativa do filho. Dessa forma a orientação de prevenção não ocorre.

Em vista dos fatos mencionados, os pais de jovens precisam ser mais compreensivos e conversar com os seus filhos sobre a vida sexual, sem proibições. Por meio da orientação de medidas preventivas e apresentação das consequências negativas da gravidez precoce. Para isso é necessário que quebrem o tabu, para que seus filhos se sintam confortáveis a falar sobre esse assunto. Dessa forma a família conseguirá evitar uma gravidez indesejada.