Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
As relações sexuais e a comunicação acerca do assunto são historicamente restringidas, principalmente ao tratar-se da mulher, o que suscita em desconhecimento no que tange à questão. Por conseguinte, os números quanto à gravidez na adolescência são excessivos e derivam, sobretudo, da falta de conscientização e de suporte governamental, além disso, a gestação precoce pode gerar diversas complicações sociais, físicas e psicológicas. Evidentemente, a questão estabelece-se como item de saúde pública e necessita de medidas governamentais para redução de seus elevados índices.
Primordialmente, vale ressaltar que no Brasil, a parcela de mães adolescentes ultrapassa a média mundial, de acordo com o Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos). Como ainda, os números relativamente à gravidez entre meninas de 10 à 14 anos, permaneceu aproximadamente o mesmo entre os anos de 2005 e 2015, segundo o Ministério da Saúde. Inegavelmente, há uma exorbitante escassez quanto às ações governamentais direcionadas ao tema. Simultaneamente, as taxas de danos tanto à jovem quanto ao filho, são também consideravelmente elevadas.
Nesse sentido, é essencial destacar que o óbito bebês nascidos de mulheres de 15 à 19 anos compõem aproximadamente 20% da mortalidade infantil no Brasil, conforme a dra. Evelyn Eisenstein membro da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Ademais, a gravidez não planejada na adolescência e sem auxílio suficiente familiar e governamental desenvolve prejuízos como interrupção dos estudos. Bem como, muitas das jovens não dispõem de condições econômicas para criação de um filho, uma vez que, consoante com o Ministério da Saúde, o número de natalidade entre jovens é mais recorrente em periferias e famílias de baixa renda. Não só, uma gestação indesejada, proveniente ou não de abuso sexual, pode causar sérios problemas psicológicos como ansiedade, depressão e estresse pós traumático.
Desta maneira, pode-se concluir que as ações governamentais para redução da gravidez na adolescência são insatisfatórias e acarretam altas taxas do tema em questão e sucessivamente, graves avarias às jovens. Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação conscientize adolescentes de ambos os gêneros, por meio de aulas de educação sexual, a fim de diminuir o número de casos de gravidez na juventude. Como também, é necessário que o Poder Legislativo legalize o aborto, independente da gravidez ser ou não originária de abuso sexual, por meio de uma modificação na lei, com o propósito de fornecer liberdade de escolha à cada mulher. Outrossim, é de responsabilidade dos Ministérios da Saúde e Econômico, fornecer auxílio médico, psicológico e econômico às gestantes, por meio de campanhas governamentais, com intuito de melhoria do atual cenário.