Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

Consoante com o Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), em 2016, 16% dos nascimentos eram de mães entre 15 e 19 anos. Em vista disso, percebe-se que a gravidez na adolescência é bastante recorrente, outrossim, provém da insuficiência da educação sexual e a restrição dos pais em abordar essa temática.

Atualmente, a educação sexual é escassamente tratada nas escolas, em particular as públicas, sendo deveras alarmante, visto que a maioria das gravidezes na adolescência prevalecem em famílias de baixa renda e em áreas periféricas, de acordo com o Ministério da Saúde. Em consequência disso, vê-se frequentemente meninas interrompendo os estudos, o que dificulta sua inclusão no mercado de trabalho e, consequentemente, a independência financeira.

No que tange aos pais, muitos ainda tem dificuldade em dissertar sobre sexo, em virtude da repressão sexual que receberam ao longo de suas vidas. Alguns deles temem que o diálogo em casa seja compreendido como abertura para iniciar a vida sexual, sendo na realidade, o oposto. Segundo a psicopedagoga e psicanalista infantil, Monica Pessanha, falar sobre sexo é proteger os filhos dos perigos.

Em razão dos fatos mencionados, conclui-se que é de suma importância que o Estado realize medidas a fim de reduzir gravidezes na adolescência. Cabe ao Ministério da Educação implantar aulas amplas e contínuas sobre educação sexual nas escolas públicas e privadas por intermédio de professores especializados no assunto, além de incentivar o diálogo por meio dos pais quanto a relação sexual por intermédio de campanhas, ao propósito de preparar os jovens para a vida sexual de maneira segura. Dessa forma, gravidezes na adolescência serão cada vez menos desinentes.