Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
A série Euphoria, do canal HBO lançada em 2019, retrata em uma de suas tramas a personagem Cassie, uma adolescente que engravida aos 16 anos. Nesse contexto, a trama retrata todos as problemas que uma gravidez na adolescência pode ocasionar, como traumas psicológicos, fuga da escola e dificuldades financeira, além do despreparo. Todavia, distante da ficção, à realidade brasileira não se mostra tão divergente, já que é notório o alto índice de gravidez na adolescência no país. Diante disso, fica claro que as ações governamentais que reduzem esse quadro está presente nas ações de educação sexual escolar, na utilização da mídia engajada.
Primeiramente é de extrema importância abordar esse assunto nas escolas. O Ministério da Saúde afirma que, anualmente, há aproximadamente, 546.530 mil nascidos vivos de mães com idade entre 10 e 19 anos. Isso leva a concluir que, os jovens devem ser instruídos acerca do assunto, por meio, principalmente, de matérias direcionadas à educação sexual. Assim como documentos que propõem a “educação sexual compreensiva”, cujo objetivo é nortear o processo de aprender e ensinar sobre os aspectos cognitivos, físicos, emocionais e sociais da sexualidade. O texto discute temáticas mais científicas, como fisiologia e anatomia sexual e reprodutiva, puberdade e menstruação, reprodução, métodos contraceptivos modernos, gravidez e partos, além das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).
Somado a isso, deve-se destacar também que, ter um filho na adolescência sem uma organização prévia financeira estabelecida e planejada, acaba sendo um grande problema pois pode dificultar a vida da mãe e do pai, impossibilitando dar uma boa criação ao bebê, levando muitas vezes a adoção e até mesmo a abortos ilegais arriscados.
Pode-se concluir assim, que a relevância da participação da mídia, grande difusora de informações, a qual, juntamente ao Governo, poderá promover a divulgação em massa dos projetos governamentais para instruir a educação sexual aos jovens. Logo, por meio de campanhas virtuais, as quais serão propagadas em todos os meios de comunicação, os jovens poderão ser instruídos e, assim, terão maior conhecimento acerca do assunto, contribuindo, portanto, para a redução da gravidez na adolescência e possibilitando os jovens até mesmo a ter maior conhecimento sobre si mesmos.