Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

No documentário “Meninas” é retratado a história de quatro jovens gestantes de 13 a 15 anos, moradoras de bairros pobres do Rio de Janeiro. Ao mostrar uma realidade carioca, a produção cinematográfica aponta para um problema nacional: a gravidez na adolescência. A existência deste cenário é devido à fraca atuação do Ministério da Saúde na prevenção, somada ao tabu sobre as relações sexuais pela população.

Precipuamente, é fulcral pontuar que, apesar da distribuição gratuita de preservativos, o Ministério da Saúde possui um fraco desempenho no que tange à prevenção da gravidez na juventude, o que influencia no seu surgimento. Segundo o Jornal da USP, os jovens brasileiros iniciam as atividades sexuais entre os 13 e 17 anos e, a partir desse dado, percebe-se a necessidade de programas informativos. Porém, a falta de atividades em postos de saúde e publicidades, por exemplo, resulta em descuidos por causa da desinformação acerca das consequências da prática sexual desprotegida. É necessário que os postos de saúde informem sobre os diferentes métodos anticoncepcionais além da camisinha, que não é um método 100% eficiente.

Ademais, é válido salientar que, a falta de educação sexual hoje induz as gerações futuras a praticarem os mesmo atos. Sob esse viés, o filósofo Paulo Freire destaca a capacidade da educação em gerar mudanças sociais. Entretanto, com o tabu existente que esbarra em diferentes faixas etárias e orientações sexuais, o assunto não é discutido, principalmente no ambiente escolar, o lugar criado para a obtenção de conhecimento. Como efeito, é visto adolescentes grávidas que, majoritariamente, abandonam a escola, o que as impedem de desenvolverem um senso crítico sobre a questão e evitar que essa realidade persista.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma política de conscientização consolidada. Logo, é fundamental que o Ministério da Saúde atue por meio de publicidades, sites e redes sociais oferecendo palestras e informação para orientar jovens sobre as consequências de uma gravidez precoce, tendo como palestrantes até mesmo mulheres, que tiveram filhos na idade precoce para compartilhar suas experiências. Outrossim, é importante que o Ministério da Educação implante na Matriz Curricular escolar atividades que abordem a temática em aulas de biologia e sociologia para que todos possam ter educação sexual. Assim, será modificada a atual realidade brasileira vivenciada por muitas meninas.