Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/08/2020
A Desvalorização da Juventude
Durante a obra cinematográfica “Preciosa”, a protagonista aflige-se com a gravidez precoce concebida em uma cena de extrema delicadeza, pelo próprio pai e é expulsa da escola. Assim como na ficção, tantas adolescentes têm sido envolvidas por essa realidade por meio de conflitos que estão agregados aos abusos sexuais que elas têm vivido. Desse modo, essas meninas possuem falta de estrutura na educação, que acaba afetando no destino delas. Portanto, essa maternidade antecipada tem resultados graves na formação das gestantes e do feto.
A princípio, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil supera altos índices de adolescentes grávidas com idade entre 10 e 19 anos, sendo 574 mil bebês nascidos de mães nessa faixa etária. Isso comprova o descaso do governo com a disseminação sobre métodos contraceptivos e com a falta de divulgação das altas taxas de meninas que dão à luz na adolescência. Diante disso, tais situações favoreceram a gravidez indesejada, diminuir casos tem se tornado cada dia mais complicado.
Por outra perspectiva, a falta de maturidade sexual da juventude tem auxiliado para a situação que afeta intensamente a saúde e cria obstáculos de desenvolvimento físico e psicológico, sendo assim algumas garotas têm sua vida comprometida, prejudicando seu futuro profissional, ademais a saúde dela e de seu filho. Isso tem colaborado no nascimento de crianças com alguma deficiência como foi o caso da personagem do filme “Preciosa” em que seu primeiro bebê nasce com Síndrome de Down.
Contudo, em torno de 70% dos casos de gravidez indesejada são decorrentes de abusos sexuais induzidos muitas vezes por pessoas da própria família, segundo dados do Ministério da Saúde. Perante isso, levam-nas a dificuldade de frequentar a escola e ingressar no mercado de trabalho, por causa de poucas oportunidades e menos acesso à informação, é evidente a dificuldade relacionada a essas mães, “O abandono da escola aumenta a mortalidade infantil, gera pobreza. É um círculo vicioso e que precisa, de alguma maneira, ser abordado”, como enfatiza Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde.
Em suma, as Secretarias de Saúde aliadas com instituições de ensino carecem de garantir o acesso de adolescentes não só as informações de prevenção, mas também a conscientização desse ato, mediante a conteúdos relacionados à saúde, com objetivo de amenizar a ocorrência de gravidez precoce por meio de campanhas em rádios, redes sociais e na televisão afim de divulgar como adquirir contraceptivos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Só assim, haverá mudança nos índices de jovens grávidas no Brasil que enfrentam o mesmo problema que a personagem principal do filme “Preciosa”, resultando cidadãos mais conscientes.