Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 31/08/2020

O seriado americano “Todo Mundo Odeia o Chris”, expõe a realidade de diversas adolescentes que engravidaram precocemente. Infelizmente, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática, visto que a gravidez na adolescência está presente no país. Dessa forma, a lacuna educacional, bem como a falta de debates sobre o assunto, fazem com que está situação negativa persista.

Em primeiro lugar, é preciso salientar que uma lacuna escolar é uma causa latente do problema. De acordo com o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Tristemente, a falta de inclusão da educação sexual nas salas de aula favorece para a persistência do problema, no qual a escola falha no seu papel de orientar e conscientizar os adolescentes dos cuidados necessários nas atividades sexuais, visto que não tem trazido essa questão para a sala de aula.

Em segundo lugar, outra causa para a configuração do problema é o silenciamento existente na sociedade. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa maneira, observa-se a lacuna em torno dos debates sobre a gestação precoce e suas consequências na vida das adolescentes, favorecendo a falta de informação da população sobre a questão, contribuindo para a permanência do problema na sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve criar uma campanha de educação sexual nas escolas do país, com foco em reduzir os casos de gravidez na adolescência, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que a campanha vai acontecer em forma de debates mensais com especialistas sobre o tema, além de incluir esse estudo nas aulas de Sociologia. Espera-se, com essa ação, que a gravidez na adolescência seja freada no Brasil.