Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 31/08/2020
“Brincando” de ser Mãe
Independentemente das causas e desejos, fato é que a gravidez precoce é um problema de bem-estar público que, além de ter um impacto socioeconômico, já que muitas das grávidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego, também pode oferecer riscos às adolescentes, aos recém-nascidos, às famílias e à sociedade.
De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. Tal acontecimento é resultado de impasses como, sexualização precoce, dificuldade de comunicação com a sociedade, e o principal, o abuso sexual.
A partir de tal peripécia, as adolescentes são passíveis de preconceito familiar e/ou social, onde o meio em que vive não da apoio suficiente, evasão escolar com o objetivo de cuidar da criança e perda de oportunidades de trabalho, o que também prejudica o futuro. Com essa ocorrência, a adolescência passa a ser cada vez mais prejudicada.
Em suma, é imprescindível a implementação de políticas públicas para mitigar as mazelas que decorrem da gravidez precoce nas jovens. É necessário que haja uma criação de uma estrutura estatal de proteção da criança e da mãe feita pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, além de distribuição gratuita de métodos contraceptivos liberados para todas as idades nos postos de saúde, ensino básico, palestras e campanhas a respeito de sexualidade e métodos preventivos feitas com auxílio de assistência social indicadas pelo governo, para que haja mais flexibilidade nas referências e discussões sobre o que hoje é visto com tabu, a gravidez na adolescência.