Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 01/09/2020
Oferta de educação sexual aos jovens. Essa é a melhor ação a ser desenvolvida por todos os brasileiros a fim de combater a gravidez na adolescência. Entretanto, essa atividade não tem atingido seus objetivos devido à omissão escolar e à adultização infantil. Destarte, uma remodelação da postura apática vigente dos corpos estatal e social deve ocorrer iminentemente para que o adolescente aprenda e utilize as prevenções na prática sexual.
Nesse sentido, a omissão escolar configura um dos maiores desafios para o combate à gravidez na adolescência. Isso se justifica pelo fato de o ambiente de ensino deixar os jovens desamparados, visto que, sem a educação sexual, eles ficam suscetíveis não só a uma gestação indesejada, mas também a várias doenças, situação colaborada com a conduta inerte da outra base formadora do indivíduo- a família. Diante disso, tal cenário é presente no Brasil, uma vez que existe uma oposição da porção conservadora da sociedade em abordar esse ensino para a juventude que não perceber a necessidade desse conhecimento para sua saúde, condição explicitada por Michel Foucault em sua obra “História da Sexualidade”. Em síntese, uma reformulação na grade de ensino mostra-se eficaz frente a tal impasse.
De fato, o filósofo Sigmund Freud defende a iniciação sexual adiantada como principal geradora de problemas na adolescência. Em face disso, tal pensamento é observado na atual conjuntura brasileira em virtude de a indústria da mídia estimular um crescimento prematuro na infância mediante publicidades promovedoras de inveja da vida adulta, sobretudo no campo sexual, com o intuito de aprimorar as vendas, circunstância a qual antecipa a vida sexual na adolescência, porém sem ofertar o conhecimento fundamental para a prevenção o que ocasiona a gravidez precoce. Outrossim, esse contexto reflete uma sequela terrível para a sociedade: o aumento da pobreza, já que os adolescentes que têm filhos na juventude precisam largar os estudos para trabalhar e sustentar a nova família, contudo o trabalho disponível para pessoas sem qualificação é escasso e precário. Dessa maneira, caso não haja limites para essa situação, o corpo social conviverá com o aumento da miséria.
Portanto, urgem ações por parte dos atores sociais com o intuito de ensinar ao jovem a prevenção com uma vida sexual ativa. Para tanto, o Ministério da Educação em sinergia com o Conselho de Auto-Regulamentação de Publicidade deve criar um plano de ação nacional pela educação sexual- prática relevante para não só instituir a educação sexual nas escolas, mas também regular a mídia a fim de parar a sexualização infantil. Ademais, tal empreitada social será executada mediante a reformulação da grade de ensino e a produção de propagandas educativas para os jovens. Por fim, objetiva-se formar uma juventude ciente das questões e das prevenções que envolvem a prática sexual.