Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/12/2020
A série ‘’Sex Education’’ aborda entre tantos assuntos a gravidez na adolescência. Em um dos episódios, é mostrado que Maeve fica grávida aos 17 anos. Embora tal narrativa seja ficcional, a situação não se destoa da realidade do Brasil, visto que muitas meninas têm sido mães. Por sua vez, é possível destacar que a inadimplência familiar e governamental corroboram para problemática.
A primórdio, é importante ressaltar que há reincidência de jovens grávidas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada cinco bebês que nascem, as mães têm de 15 a 19 anos de idade. Nesse contexto, percebe-se que as pessoas mais novas não estão se prevenindo. Sob esse viés, deve-se comentar que a falta de comunicação dos pais com os filhos sobre métodos contraceptivos complica a situação. Sendo assim, é preciso que os responsáveis dialoguem com os jovens.
Outrossim, convém mencionar que o descaso do poder público agrava o impasse. Conforme prevê o artigo 227 da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir o bem-estar das crianças e adolescentes. No entanto, percebe-se que esse dever não é efetuado, uma vez que não há medidas para contornar o empecilho, como campanhas para alertar as consequências da gravidez na adolescência. Dessa forma, é necessário que o Governo crie projetos nesse sentido.
Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de atenuar a gravidez na adolescência. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as instituições de ensino, criar eventos com uma sexóloga para falar sobre educação sexual e ensinar métodos contraceptivos, também para mencionar sobre as consequências de ter um bebê muito jovem, por meio de verbas da União, com o fito de alterar o paradigma social. Dessarte, espera-se, com essa medida, que a juventude seja preservada e que casos como de Maeve fiquem apenas ficção.