Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/09/2020
Medidas governamentais para a redução da gravidez na adolescência
O Brasil tem gravidez na adolescência acima da média latino-americana, A cada mil adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos, 68,4 ficaram grávidas e tiveram seus bebês, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde. Um outro fator apresentado pela entidade é que a América Latina é a única região do mundo com uma tendência crescente de gravidez entre adolescentes menores de 15 anos.
O que ocasiona a gravidez na adolescência muito precocemente por exemplo é a sexualização da menina precocemente, que é o fato de tratarmos crianças como se já fossem adultas, o que acaba não sendo um processo natural da criança ou adolescente, e sim uma forma de intervir na adultização da criança, sendo ruim para o seu desenvolvimento.
Outro fator importante é a formação religiosa histórica do Brasil, em que a sociedade brasileira é de origem cristã, e em geral sexo e sexualidade são assuntos vistos como tabus nessa religião. Assuntos sobre os quais não se falam abertamente, e essa dificuldade de se tratar desse tema com a família e a escola favorece a desinformação, gerando até medo para a menina e a falta de conhecimento para se proteger.
Uma das consequências da gravidez na adolescência é a evasão escolar, que a menina gravida tende a abandonar seus estudos, gerando graves sequelas para sua vida, como não se capacitar para o mercado de trabalho, o que acontece com famílias mais pobres.
Para combater ao máximo essa questão da gravidez na adolescência, poderiam ser tomadas atitudes como o ministério da saúde e da educação em parceria com as principais emissoras de tv, bem como as principais mídias digitais, poderiam elaborar uma campanha nacional de combate à gravidez na adolescência, como dar empoderamento a esses jovens. Essa companha investiria em uma conscientização, utilizando formadores de opinião, ligados ao público infanto-juvenil, como youtubers, ou outros influenciadores digitais, entre outros elementos, que tem papel na formação da opinião dos jovens adolescentes brasileiros.