Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/09/2020
Crianças fazendo crianças
Gestantes adolescentes não são incomuns na sociedade, porém, é algo precoce e indesejado que pode acarretar diversos problemas para a mãe e para o bebê. As jovens mães, não conseguem dar conta da dívida de ter um filho, o que leva a outros problemas sociais, como a pobreza e o risco do trabalho informal ou não legislado.
Uma vez que existe um problema social, os mais pobres são os que mais sofrem dele, e com a gravidez na adolescência não seria diferente. O Brasil ainda possui taxa de 68,4 nascimentos para cada mil adolescentes e jovens mulheres entre 15 e 19 anos segundo a ONU, e a taxa não leva em conta apenas um grupo social, pois se for levado em conta somente pobres e negros, os números pioram.
Um tabu é criado em relação ao sexo que evita os adolescentes a conhecerem mais sobre sua saúde e o próprio corpo, os pais que as vezes evitam falar sobre o assunto com o filho, deixam a responsabilidade desse tema para a escola abordar, que nem sempre é o que acontece. Além do fato que se a menina ficar grávida, as chances são altas de largar a escola ou abdicar parte de seu tempo para trabalhar de modo informal, dependendo da classe social da família. Apenas 13,1 % das meninas grávidas na adolescência concluíram o ensino superior completo, de acordo com a Pesquisa Nacional da Saúde em 2013.
Para finalizar, é um fato incontestável que os pais deveriam falar sobre o assunto com os filhos e educar em casa sobre sexo, pois para algumas meninas, ir ao médico e tomar um anticoncepcional significa que você está tendo uma vida sexual e muitas não querem mostrar isso para a família por medo. Educação sexual nas escolas principalmente as públicas onde a renda dos estudantes tende a ser menor, seria uma solução muito útil e talvez a mais prática já que abordaria diferentes temas sobre sexualidade, tais como prevenção ou consciência sexual.