Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/09/2020
Conscientização
Na contemporaneidade, a desinformação ainda se apresenta como um obstáculo à prevenção de gestações precoces, tendo em vista o desconhecimento de práticas anticoncepcionais. Nesse contexto, tal questão decorre da inoperância estatal em relação ao assunto, o qual não disponibiliza a educação sexual dentro das escolas e não promove campanhas de conscientização direcionadas exclusivamente aos jovens e adolescentes. Consequentemente, o tema continua sendo visto como um tabu e suas implicações sociais ainda existem.
No Brasil, cerca de 930 adolescentes e jovens dão à luz todos os dias, totalizando mais de 434,5 mil mães adolescentes por ano. Este número já foi maior e agora está em declínio. Ainda assim, o Brasil registra uma das maiores taxas se comparado aos países da América Latina e Caribe, chegando a 68,4 nascidos vivos para cada mil adolescentes e jovens.
No entanto, para a redução desses casos aqui no Brasil, o Ministério da Saúde e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos lançaram uma campanha para a prevenção da gravidez precoce. A proposta é despertar a reflexão e promover o diálogo entre os jovens e as suas famílias em relação ao desenvolvimento afetivo, autonomia e responsabilidade. Incentivá-los a buscar orientações nas unidades de saúde sobre as formas de se prevenir. Sendo possível que os adolescentes tomem suas decisões, de forma mais consciente, sobre a vivência de sua sexualidade, de forma segura, responsável e com conhecimento sobre seu próprio corpo.