Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/09/2020
Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
A gravidez na adolescência é um grande impasse na atualidade, pesquisas mostram que a cada mil meninas 46 se tornam mães na adolescência, Na América Latina, o índice é de 65,5. Já no Brasil, o número sobe para 68,4. Atualmente, mais de 434,5 mil adolescentes se tornam mães por ano no país, mesmo com as conscientizações paternas e escolares. E apesar da vigência da Era Digital, algumas informações não são transmitidas satisfatoriamente dentre elas, encontram-se os riscos da gravidez precoce, a ausência ou insuficiência de diálogo entre pais e filhos acerca da sexualidade, bem como a da figura paterna e a desestruturação familiar potencializam as causas e os efeitos de tal questão. Primeiramente, devemos ressaltar que o tabu da sexualidade está presente a séculos, desde a Idade Média, os jovens, sobretudo antes do sexo feminino, são orientados para preservarem-se até seu matrimônio. Contudo, após a década de 1960 e o advento do movimento hippie, a pratica do sexo antes do casamento se popularizou-se diante os jovens. Mesmo com as orientações de familiares, quanto as escolares, se mantiveram nulas diante a situação. E esta pratica é muito importante, pois ela alerta dos riscos a que estão expostos e isso ajuda para que tenham consciência do que estão fazendo. Também existe o ponto de desestruturação familiar que é um grande impasse, pois primeiramente a ausência paterna, acarreta em uma redução de orientação por parte dos pais. Nestes casos, toda educação adquirida pelo jovem torna-se responsabilidade das escolas ensinarem, que não possuem estrutura para suprir tais necessidades. A orientação dos jovens, sobretudo os meninos, e as estruturações escolares e familiares tornam-se imprescindíveis contra a gravidez precoce.
Portando seria necessária a criação de um Programa Nacional Contra a Gravidez na Adolescência por parte do Ministério da Família e Direitos Humanos, em união com o Ministério da educação. Assim este programa atuará no Ensino Fundamental 2 promovendo o ensino da educação sexual, não apenas para as meninas, mas também que ensinem os garotos o valor da participação paterna no desenvolvimento do filho. Além disso, os pais dos alunos seriam convidados para participarem de palestras para incentivar os pais de abordar os temas de sexualidade com os filhos e dividir as suas experiências, assim iria ajudar muito para uma drástica redução de gravidez precoce e também gerando uma rede para a prevenção da gravidez precoce.