Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/09/2020

Desde o surgimento do Iluminismo no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, a inércia governamental diante da gravidez na adolescência aponta que os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela falta de conhecimento dos jovens sobre educação sexual e, também, pelo tabu que os pais enfrentam para falar sobre sexo com os filhos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, que a falta de ciência da população sobre métodos contraceptivos, deriva de uma atuação governamental direta. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que o conservadorismo presente na política do país, representado pela bancada evangélica, desfaça essa harmonia, haja vista que eles conseguem barrar o ensino e discussão sobre educação sexual nos colégios, culminando no aumento de gravidez na adolescência, já que os jovens são deficientes em temas sobre métodos contraceptivos.

Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras se evidencia quando os pais, por constrangimento e pouco domínio sobre o tema, fecham as discussões sobre educação sexual com seus filhos, não dando abertura para que eles possam sanar suas dúvidas. Consequentemente, tem-se o aumento de jovens que iniciam sua vida sexual sem as devidas orientações, influenciando no aumento de adolescentes grávidas.

Dessa forma, pode-se perceber que os debates acerca de ações governamentais para a redução da gravidez precoce seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação contrate psicólogos e sexólogos para aturarem nas escolas, por intermédio de palestras e worshops, com o intuito de ensinar questões sobre métodos contraceptivos, além de promover debates acerca dos impactos que a gravidez tem na adolescência e na vida dos jovens. Assim, quando iniciarem sua fase sexual, esses indivíduos terão o conhecimento necessário para realizarem sexo com as devidas precauções e segurança, levando a uma diminuição do número de gravidezes de meninas que ainda não atingiram a vida adulta.