Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 08/09/2020
A gravidez na adolescência não é uma invenção atual, pois na época da escravidão, não que tenha acabado com ela, tinha esse acontecimento de meninas adolescentes estarem grávidas. Logo, pode-se perceber que o problema persiste e, consequentemente,o aumento de crianças gestantes na sociedade trazendo consigo uma responsabilidade e cuidado duplo que no momento da vida delas não era necessário. Nesse, sentido convém discorrer as principais consequências e possíveis soluções para essa problemática.
Portanto, pode-se pontuar a falta de informação como um dos principais problemas, na qual a criança cresce sem ter conhecimento que a gravidez tem seu ponto negativo, como por exemplo, o abandono escolar, tanto que na maioria das vezes o indivíduo não sabe ler, nem escrever. Então, Zenilda Bruno ( Coordenadora do Ambulatório de Adolescentes), relata em sua pesquisa que meninas começam a ter relação sexual aos 12 anos, engravidam e, frequentemente, são mães solteiras. É indubitável que isso permaneça dentro da sociedade e o Estado se ausente com esse caso, uma vez que causa problemas psicológicos, apresenta riscos ao bebê e a mãe.
Logo após, percebe-se que muitas das vezes esse episódio se passa nas periferias, local onde o crime impera, tem alta taxa de vulnerabilidade e famílias pobres. Entretanto, a falta de informação e educação sexual dentro de casa e nas disciplinas escolares se prevalece e, posteriormente, uma alta taxa de meninas entre 12-15 anos nas salas de parto. Sendo assim, no Brasil, segundo o Conexão Repórter, 1 em cada 5 mães, é adolescente, o que é, certamente, preocupante e acarreta o aumento da exclusão social, pois mães pobres, adolescentes e sem estudos, no futuro é prejudicada.
Dessa forma, que o Ministério da Educação promova palestras e propagandas a serem exibidas nas plataformas digitais, escolas aprofundem nos conteúdos de biologia que envolvam a vida sexual do ser humano e, principalmente, os pais conversem com teus filhos sem receio da educação sexual, alertando as crianças/adolescentes sobre a gravidez precoce e quais os efeitos isso pode gerar, a fim de atenuar a gravidez indesejada e prematura e os abandonos escolares por questões gestacionais.