Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 13/09/2020
No filme Juno, de 2007, é retratada a vida de uma adolescente que engravida de seu amigo aos 16 anos de idade. A garota se vê em uma questão complicada visto que, além de sofrer com a gravidez indesejada, tem de lidar com o preconceito e exclusão da sociedade. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes na vida de jovens e adolescentes brasileiras que engravidam precocemente, tendo que encarar as más consequências, que são desde físicas, psicológicas até as socioeconômicas. Nesse contexto, torna-se evidente como causa dessa problemática a insuficiência de ações governamentais e também a falta de autonomia vivenciada na adolescência.
Convém ressaltar, a princípio, que a inoperância estatal é fator determinante para a permanência do problema. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos bebês nascidos são de mães com idade entre 15 e 19 anos. Certamente, a falta de políticas públicas - como normas que obriguem as escolas a terem a disciplina de educação sexual, rodas de conversas, projetos sociais que abordem esse tema - contribuem para o aumento desses números. Como resultado disso tem-se a evasão escolar depressão, ciclo da pobreza, além de outras adversidades que poderiam ser minimizadas com mais ações governamentais.
De mesmo modo, destaca-se a inexistência de autonomia, ou seja, a ausência de efetuar racionalmente as suas próprias escolhas, que é característica da fase adolescente. Assim nota-se, que muitos jovens são coagidos a tomarem decisões para serem aceitos em determinados grupos, em virtude disso muitos meninos e meninas iniciam cada vez mais cedo a vida sexual, e também praticam o ato sem preservativo, podendo acarretar não só a gravidez indesejada, assim como infecções sexualmente transmissíveis.
Diante dos fatos expostos, medidas são indispensáveis para a solução desse problema. Para tanto, é essencial que o Poder Legislativo crie uma lei que obriguem nas escolas aulas, palestras, rodas de conversas com especialistas em educação sexual e gravidez na adolescência, para assim assegurar os jovens a terem mais informações sobre o assunto. Além disso, é preciso incentivá-los por meio de propagandas nas mídias sociais, tendo como preceptores influenciadores e youtubers que os instruam a gerir suas próprias vontades e princípios, sem necessariamente pertencerem a um grupo, abordando esse assunto de forma compreensível e responsável, afim de construir a perspectiva de um futuro e a autonomia desses jovens e adolescentes.