Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/09/2020

Na série televisiva britânica “Sex Education”, a personagem Maeve Wiley engravida na adolescência e procura uma clínica clandestina para fazer o aborto. Infelizmente, a realidade não destoa do Brasil à medida que as taxas de gravidez precoce se encontram em crescente no país. Dessa forma, os entraves para a redução da gravidez na adolescência denotam de um Estado que dificulta o acesso à educação sexual para os jovens e da falta de comunicação entre pais e filhos.

Em primeiro lugar, é necessário ressaltar a falta de ações governamentais para impedir o aumento das taxas de gravidez precoce no Brasil. De acordo com o jornal O Globo, em 2019 o Presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro sugere aos pais em uma live nas redes sociais que eles rasguem as páginas sobre educação sexual da caderneta de saúde do adolescente que mostrava como o jovem deveria se proteger contra gravidez indesejada. Nesse sentido, torna-se explícito a falta de responsabilidade Estatal em não prover o acesso à informação para os jovens, contrariando o artigo 220° da Constituição Federal de 1988, que veta todo tipo de censura de natureza politica, ideológica e artística.

Ademais, no Brasil, esta cada vez mais extinta a ideia dos pais conversarem com seus filhos sobre sexualidade. Segundo o último relatório do Fundo de População da ONU (UNFPA). A taxa de fecundidade no Brasil entre meninas de 15 a 19 anos é de 62 a cada mil bebês nascidos vivos, dessas meninas apenas 20% revelam que tinham conversas sobre as relações sexuais com seus pais. Logo, é perceptível a importância dos responsáveis terem conversas com seus filhos e tratar esse assunto da maneira mais “comum” possível, para que caso os filhos tenham dúvidas, possam conversar com seus genitores de forma aberta e sem tabu. Evitando assim, uma futura maternidade precoce pela falta de comunicação.

Portanto, medidas são necessárias para alterar tal impasse. O Ministério da Educação deve promover palestras educativas para pais e filhos, por meio de um evento realizado nas escolas, com a participação de profissionais da área da saúde e psicólogos, com a finalidade de quebrar o tabu existente em nossa sociedade, permitindo que os país conversem abertamente com seus filhos sobre sexo e os possíveis contraceptivos.Espera-se, com essa medida, frear as taxas de maternidade precoce para que os indivíduos não tenham sua juventude interrompida.