Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/09/2020

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca das ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Porém, essas nem sempre são eficazes. Isso ocorre devido à violência velada e, também, à ineficácia governamental. Logo, remediar essa mazela é imprescindível para a plena harmonia social.

Primeiramente, vale ressaltar que gravidez precoce é um problema de saúde pública. Ademais, a maior parte das gravidezes na adolescência ocorre com meninas que possuem poucas condições financeiras, moram em periferias ou em cidades rurais. Nesse sentido, percebe-se uma situação de violência velada (termo cunhado pela sociologia) por parte do Estado, no qual proporciona aos adolescentes de áreas nobres mais acesso ao uso de métodos contraceptivos e às informações sobre educação social nas escolas, por exemplo, do que em áreas nas quais prevalecem famílias de baixa renda.

Em segunda análise, percebe-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta para a população contraceptivos e faz algumas campanhas sobre os problemas gerados por uma gravidez na adolescência. Nesse viés, de acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, os governantes devem garantir o bem-estar social. Contudo, os jovens muitas vezes não sabem que o SUS oferta contraceptivos e não têm a orientação necessária para a utilização desses. Isso mostra que essas ações governamentais nem sempre são eficazes.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa forma, cabe ao governo mediante redirecionamento de verbas para às áreas da saúde e da educação. Tal verba será destinada a campanhas nas escolas, ministradas por profissionais da saúde, sobre o uso de métodos contraceptivos, bem como as consequências que uma gravidez precoce pode gerar. Assim, espera-se que as ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência tenham um resultado melhor.