Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/09/2020

Na série Elite, criada em 2018 pela plataforma Netflix, a personagem Marina passa por uma gravidez indesejada aos seus dezesseis anos por não se proteger com o uso de algum cotraceptivo. A realidade no Brasil, fora da ficção, não se torna tão diferente, visto que há cerca de quatrocentas mil jovens grávidas por ano. Grande parte desse público são de baixa renda, nem sequer possuem condições de criar uma criança, o que eleva cada vez mais a quantidade de crianças sem teto.

A falta de incentivo ao uso de contraceptivos, como a camisinha que é oferecida gratuitamente pelos postos de saúde, é notória. A educação sexual, de forma didática estimularia o uso da contraceptivos, mas ainda é vista com preconceito. Pais preocupados com seus filhos insistem em dizer que a mesma ensinaria-os a praticar o sexo, uma visão totalmente conturbada do que de fato é. Em Portugal, onde há educação sexual, sofreu uma queda de 44% da gravidez na adolescência, enquanto no Brasil, onde a mesma não é praticada, a taxa está acima da média mundial.

A falta de condições de criar faz crescer cada vez mais o número de crianças sem teto e a superlotação em orfanatos. Cada dia que passa é visto mais crianças sendo expostas a trabalhar nas ruas, sendo expulsas de orfanatos e que nem sequer sabem a aparência de seus pais, acarretando assim o aumento nos problemas psicológicos infantis, que na maioria das vezes acaba as fazendo seguir uma vida de crime, visto que, por morarem nas ruas, não exergam futuro além deste.

A partir das problemáticas acima, é importante ressaltar o quanto se deve valorizar e incentivar a educação sexual, então é trabalho do ministério da educação implanta-la nos colégios, assim como fazer palestras sobre a prevenção não somente da gravidez, mas também das ISTs, estimulando cada vez mais o uso da camisinha. Também é dever da mídia produzir mais propagandas demonstrando o quanto é importante que jovens brasileiros se protejam, promovendo assim, uma sociedade onde a gravidez na adolescência não será mais um problema.