Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/12/2020
No Brasil, a questão da gravidez na adolescência vem ganhando vada vez mais destaque, em especial, no que tange as ações governamentais que buscam reduzir esse fenômeno, já que segundo o Datasus 1 a cada 5 crianças brasileiras são filhas de adolescentes.Esse panorama complexo exige uma atuação mais ostensiva do poder público e da sociedade civil com o fito de cessar essa problemática.
Com efeito, embora o Estado atue ,algumas vezes, positivamente na garantia de meios que assegurem uma atividade sexual segura e responsável por parte dos jovens, como pode ser ratificado pela instauração da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída no ano de 2019, com o intuito de promover ações informativas acerca desse fenômeno, ainda são escassas essas medidas em relação a dimensão dessa mácula. Tal realidade é decorrente, prioritariamente, pelo desconhecimento de parcela da população dessas intervenções estatais e pela precária conduta que os profissionais a frente dessa temática, a exemplo dos conselheiros tutelares, atuam no combate ao crescimento de pubscentes gestantes, o que tem contribuido para a permanência dessa atual conjuntura de instabilidade social. Todo esse cenário de garantias legais não postas em prática atesta um quadro de displicência política em relação a essa temática.
Além disso, uma visão deturpada presente em muitos indivíduos de que a gravidez na adolescência não ocorre por meio do desconhecimento de metódos contraceptivos incita a permanência de uma série de tabus que normalizam o precário debate doméstico dessa questão. Essa inadequada atuação de diversos cidadãos aliada aos exemplos familiares contribuem para uma formação de valores que perpetua uma normalização de uma vida sexual precoce e imprudente pelos joverns, situação que tem preocupado parcela da população, pois dados do Índice de Pessoas Economicamente Ativas ( IPEA ) informam quea 76% das jovens brasileiras de 10 a 17 anos que têm filhos não estudam e 58% delas não estudam nem trabalham. Tal fato expõe um paradigma cultural que tem fomentado uma estado de crise na saúde pública brasileira e de mal-estar social.
Portanto, a fim de cessar o crescimento no número de casos de gravidez na adolescência e , assim, garantir um saudável desenvolvimento juvenil aos brasileiros, urge que o Estado amplifique o conhecimento civil acerca das medidas públicas que buscam incentivar a redução dessa problemática e capacite os profissionais responsáveis para a minimização dessa mácula, mediante, respectivamente, campanhas elucidativas nas principais plataformas de comunição e cursos realizados por profissionais capacitados.Outrossim, cabe destacar que a família e a escola, por serem os principais agentes de influência sob os indivíduos, devem agir em conjunto para o combater a permanência desse mal.