Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 13/09/2020
A gravidez na adolescência é um problema frequente no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde (2020), em 2018, cerca de 15% do total de nascidos vivos foram de mães com idade até 19 anos. Nesse cenário, é preciso pensar medidas para reduzir o índice de gravidez na adolescência, como por exemplo, a educação sexual.
É de conhecimento comum os prejuízos causados às adolescentes que engravidam: interrupção escolar, risco a saúde, possíveis problemas psicológicos, dificuldades de inserção no mercado de trabalho, entre outros. Entretanto, esses problemas não impactam apenas a vida da jovem e de sua família, mas também, o Estado com: aumento do custo de saúde, elevadas taxas de mortalidade, diminuição de mão de obra para o mercado de trabalho, etc. Portanto, é de interesse comum entre famílias e Estado ações que visem à redução desses casos.
Por outro lado, mesmo sendo de interesse familiar a redução da gravidez na adolescência, quando se fala em educação sexual, muitos pais acreditam que esse termo significa ensinar o filho a transar. Essa concepção limitada acaba prejudicando que os conhecimentos contraceptivos cheguem aos adolescentes. Além disso, em pleno século XXI, pais conversarem com os filhos sobre sexo é um tabu. Essa dificuldade de diálogo se torna um agravante para que a gravidez indesejada aconteça.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece aos adolescentes, a partir de 15 anos, informações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos, orientações, etc, mesmo que sem a presença dos pais. Contudo, é necessário ter coragem para ir até uma unidade de saúde e pedir por esse suporte, por certo, sabe-se que a adolescência é um período conturbado e que dificilmente eles querem ajuda, além da vergonha e exposição.
Por fim, para reduzir a gravidez na adolescência é imprescindível que o Estado inclua a disciplina de educação sexual na escola, para que o adolescente não precise pedir por orientação, como é hoje, mas sim, que todos tenham acesso à informação. Além disso, os pais são os principais aliados a essa luta e precisam, primeiramente, entender que educação sexual é algo necessário para evitar problemas indesejáveis e, principalmente, conversarem com seus filhos a respeito, orienta-los em conjunto com o trabalho da escola para que esses números caiam cada vez mais.