Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 14/09/2020

Diálogo é fundamental

No Brasil, a gravidez na adolescência vem diminuindo, porém, os índices ainda são altos e longe do ideal, e medidas precisam ser tomadas para que se intensifique essa crescente diminuição. A gravidez na adolescência é considerada de risco, podendo ter como consequências: mortalidade infantil, desestruturação na vida da mãe e possivelmente na vida do bebê, entre outras consequências prejudiciais.

De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), no ano de 2016, 16% dos nascimentos foram de mães entre 15 e 19 anos, demonstrando um índice elevado e tendo como consequência o desencadeamento de uma série de agravamentos negativos na sociedade. Ademais, o período da adolescência é marcado por transformações físicas e psicológicas, e uma gravidez prematura nessa fase, agrava ainda mais mudanças psicológicas da mãe adolescente, que em sua maioria tem que se responsabilizar com a gravidez sem o apoio do pai do bebê.

Além do exposto, nos casos de abandono por parte do pai do bebê, em sua maioria, a família da mãe adolescente auxilia na criação do bebê. Porém, o bebê fica muito mais suscetível a escassez de tratamento, crescendo sem a presença de um contato familiar mais próximo e, consequentemente, em sua futura adolescência, percorrer o mesmo caminho de sua mãe, tornando-se um pai ou uma mãe adolescente, que infelizmente acabará resultando em um circulo vicioso.

Dessa forma, conclui-se que a gravidez na adolescência influencia diversos aspectos negativos individuais e sociais, demonstrando que o Brasil está longe do cenário ideal. Sendo assim, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, em parceria com os governos municipais, criarão um projeto chamado: “diálogo é fundamental”, que contará com o apoio financeiro de empresas solidárias, e será realizado nas escolas, proporcionando aos adolescentes o acesso a informações verídicas sobre o tema, através de palestras semestrais realizadas por profissionais da área, como: médicos, psicólogos, educadores, entre outros; beneficiando a toda a comunidade jovem, tendo como uma das consequências a diminuição da gravidez na adolescência.