Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 16/09/2020

Consoante os dados da OMS, o Brasil tem gravidez na adolescência acima da média latino-americana. É evidente que, essas taxas altas demonstram que o problema é pertinente, pois, o número de adolescentes grávidas só aumenta. Com efeito, nota-se a falta de debates e a lacuna educacional.

Mormente, é importante ressaltar que o silenciamento sobre o assunto é uma causa latente do problema. Segundo Foucaut, na sociedade pós moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sob esse viés, tratar o assunto como tabu contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.

Vale também ressaltar a falha educacional, que é outra causa para a configuração do problema. De acordo com Kant, o individuo é aquilo que a educação faz dele. Diante dessa perspectiva, verifica-se que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, visto que não tem trazido conteúdo de educação sexual para a sala de aula, e assim, negligenciando a problemática.

Depreende-se, portanto que o assunto gravidez na adolescência necessita de mais atenção. O Ministério da Educação em parceria com a prefeitura, deve inserir educação sexual como matéria obrigatória. Além disso, promover um espaço para rodas de conversa e debates sobre o assunto. Tais eventos podem contar com a presença de professores, pais e especialistas no assunto, e deve ser aberto a comunidade, a fim de que mais adolescentes compreendem os perigos da gravidez precoce. A partir dessas informações a gestação na juventude diminuirá.