Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/09/2020
A Constituição Federal de 1988 declara que o cidadão tem pleno acesso à saúde, à educação e a outras ferramentas para uma seguridade social. Hodiernamente, no Brasil, os casos elevados de gravidez na adolescência reflete a ineficiência das políticas públicas em contornar essa problemática que propícia um ciclo de problemas sociais, como desestruturação familiar, e um entrave para uma ascensão social.Em primeira análise, a adolescência é um período na qual o jovem está criando uma mentalidade por meio de referencias que serão refletidas na fase adulta. Nesse viés, o pedagogo Paulo Freire, em sua teoria “Pedagogia do Oprimido”, afirmava que se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Com efeito, o papel da educação está diretamente vinculado ao exercício da autonomia, assim surge a necessidade da educação sexual nas escolas para desconstruir tabus e conscientizar os jovens sobre doenças e métodos contraceptivos. Desse modo, seria uma forma de levar informação sobre sexo aos jovens para agregar em suas atitudes posteriormente, a fim de reverter à desinformação.Em segunda análise, a falta de planejamento familiar expõe a ineficiência das relações e o ideal de família, perpetuando um ciclo de pobreza, visto que a maioria das adolescentes grávidas é de origem pobre. Nesse sentido, o sociólogo Thomas Hobbes, em sua teoria “O Papel do Estado”, afirmava que o Estado deveria ser a instituição fundamental para regular as relações humanas. Nessa perspectiva, o Estado como figura central para desenvolver uma seguridade social deveria dar mais visibilidade sobre ações que faça a sociedade ter mecanismos para criar um planejamento familiar. Logo, os jovens serão estimulados a buscar meios para uma ascensão social, apenas, posteriormente, planejar uma gravidez.Portanto, medidas estratégicas são necessárias para mudar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, deve desenvolver palestras nas escolas para os alunos do ensino fundamental e médio, por meio de debates sobre a educação sexual e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Tais palestras devem ser transmitidas nas redes sociais dos ministérios, como o intuito de atingir um público maior. Dessa forma, como previsto na Carta Magna do país, o plano de acesso à seguridade social será estabelecido para os jovens ainda em formação.