Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 17/09/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a gravidez precoce aumenta os riscos de mortalidade infantil que apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do sistema de saúde precário, quanto da falta de orientação adequada principalmente em regiões pobres. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a alta taxa de óbitos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, em fornecer infraestrutura e acompanhamento medico apropriado, acarretando complicações no desenvolvimento da criança. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de educação sexual como promotor do problema. De acordo com uma pesquisa realizada pela Unesp menos de 20% das escolas públicas do país têm projetos amplos e contínuos de educação sexual, voltados para crianças e adolescentes. Partindo desse pressuposto, jovens com menos conhecimento sobre a temática e pouca orientação são mais propícios a inciar uma vida sexual sem os cuidados necessários. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que aumenta os riscos de contração de doenças na gestação contribuindo para a perpetuação desse quadro de mortalidade.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de amenizar as relações sem proteção entre jovens, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em palestras sobre os riscos de negligenciar preservativos, através de escolas que passarão a abordar o assunto em sua grade curricular. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo trazido pela gravidez na adolescência, e a sociedade alcançará a Utopia de More.