Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 21/09/2020
A Constituição Federal Brasileira de 1988 garante aos jovens o direito à liberdade, segurança e saúde. Entretanto, nota-se que não estão sendo representativamente positivas as garantias, uma vez que a gravidez na adolescência está cada vez mais presente no mundo contemporâneo e por se tratar de um problema de saúde e segurança pública, torna-se imprescindível analisar a problemática. Dessa forma, faz-se imediato estudar como o gênero musical e a negativa à conversação, em detrimento da tecnologia, vão de encontro ao problema.
Nesse sentido, para Max Horkheimer, representante da Escola de Frankfurt, uma mercantilização cultural em massa, sob diversas óticas, pode ser negativa. Assim, a venda inconsciente da ideia da sexualização precoce sendo uma prática positiva e benéfica através do ‘’funk ostentação’’, consegue quebrar paradigmas e alarmar ainda mais o empecimento. Em outras palavras, há, através de algumas abordagens presente nas composições do gênero musical – sendo ele o berço e apoio cultural de muitos jovens – muitas vezes, uma conscientização incoerente a respeito do sexo prematuro, que por sua vez, em adolescentes inexperientes, pode se tornar um empecilho uma gravidez não planejada.
Além disso, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, existe uma crença de que a fugacidade das coisas presente no cotidiano dos jovens, através de um mundo globalizado, promova um afastamento dos adultos na vida de seus filhos, refletido através da informatização – ferramentas on-line de acesso rápido – em que até certo ponto são capazes de substituir as palavras dos pais. Outrossim, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cada dez bebês que nascem, dois são frutos de um relacionamento entre menores de idade. Isto é, não está havendo um diálogo familiar (pais e filhos) que visem transpor ensinamentos fundamentais referentes à sexualidade, acarretando em uma desinformação, que se somada à prática, garante a fortificação e o enraizamento desse problema.
Portanto, a fim de ampliar as ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência, medidas devem ser tomadas. Para tanto, é mister que o Ministério da Cidadania – reconhecido como a maior instância administrativa no que tange à consciencialização juvenil – realize, por meio do acionamento midiático do Ministério, bem como na ministração, por psicólogos e psiquiatras, de palestras informativas em escolas e faculdades públicas, uma conscientização, através de propagandas em canais abertos televisivos e na divulgação de temas importantes para o aprendizado e prevenção do empecilho, para que crianças e adolescentes mais instruídos tenham acesso a realidades que outrora somente tem a prejudicar os mesmos. Feito isso, a geração mais nova terá sua infância e/ou adolescência imunizada de problemas adultos, podendo então, tornar-se adultos conscientes.