Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 05/10/2020

Durante a Idade Média, a gravidez na adolescência era comum diante da visão da época de que a função da mulher seria procriar. Apesar dos inúmeros avanços e da mudança da perspectiva sobre o feminino ao longo do tempo, o número de jovens gestantes no atual Brasil é elevado. Com base nisso, a predominância desse problema social é justificado, principalmente, pela ausência de educação sexual, o que afeta intensamente na vida da adolescente.

Antes de tudo, é importante destacar o quão prejudicial é a ausência do ensino da educação secual. Na série “Sex Education”, por exemplo, a adolescente Maeve ignora os riscos e, por isso, acaba engravidando, submetendo-se ao procedimento de aborto. Embora seja ficção, a série conseguiu retratar a realidade da falta de consciência sexual e sua ignorância. Além disso, a falta de conhecimento sexual é responsável por favorecer casos de pedofilia e abusos, o que, consequentemente, agrava o problema de gravidez na adolescência. Assim, percebe-se o enorme impacto da educação sexual na sociedade, se aplicada corretamente e com responsabilidade.

Ademais, as consequências de uma gestação na adolescência são inúmeras , a partir da enorme dificuldade em conciliar suas novas responsabilidades na vida. Dessa forma, a jovem “perde” a importante fase da adolescência diante da necessidade de amadurecimento precoce, afetando, até mesmo, a formação educacional e profissional da gestante, que, muitas vezes, escolhe por abandonar os estudos. A novela “Malhação: Viva a Diferença”, por exemplo, aborda ativamente esse tema com a apresentação das dificuldades enfrentadas por uma mãe adolescente. Logo, é notório que a gravidez precoce comprometa, significativamente, o presente e futuro da jovem.

Portanto, é fundamental uma ação interventiva por parte da sociedade. Desse modo, o governo deve incentivar a educação sexual mas escolas por meio da obrigatoriedade do seu ensino como matéria básica e a realização de palestras que abordam esse problema específico e direcione a população para combatê-lo, a fim de formar uma consciência sexual nos jovens, que terão maior responsabilidade nos atos sexuais e questões envolvendo o tema. Com isso, esse alto índice de gravidez precoce no país iria, finalmente, diminuir e o problema seria, aos poucos, solucionado.