Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/10/2020

A parte majoritária da população brasileira é adepta ao catolicismo, isto é fruto do ensino jesuíta no século XVI. Essa doutrina defende a castidade antes do casamento, o não uso de métodos contraceptivos e de anticoncepcionais. Devido a esses dogmas, abordar sobre a sexualidade com as crianças e jovens passou a ser visto como tabu, sendo assim até hoje. Logo, é necessário haver a abordagem do tema e uma politica pública eficaz em casos de violência, para mitigar a gravidez precoce.

Em primeira análise, a adolescência é uma fase que desperta muitas curiosidades, por isso é de extrema importância informar os jovens sobre os riscos que correm ao iniciar a sua vida sexual, tais como infecção sexualmente transmissível e gravidez indesejada. Como já dizia Pitágoras, pai do conceito de Justiça, ‘’educai as crianças e não será preciso punir os homens’’, isso quer dizer que os responsáveis devem por meio da educação e do diálogo conscientizar os jovens a terem o zelo de se protegerem. Desse modo, os petizes não se deparariam com possíveis contratempos futuros – gravidezes, HIV,HPV e sífilis.

Em segunda análise, a prática da pedofilia ainda é muito recorrente nos dias atuais, devido às leis vigentes não serem severas para com os criminosos. Geralmente, o agressor é alguém da família ou próximo destes, que aproveita da fragilidade da criança para satisfazer seus prazeres. Um exemplo disso aconteceu no Espírito Santo, onde uma menina de 10 anos vinha sendo estuprada pelo seu próprio tio há quatro anos, a família soube do ocorrido somente quando a jovem estava grávida. Os familiares recorreram à justiça para realização do aborto. O procedimento foi aprovado e realizado no dia 17/08/2020.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação juntamente com a família, orientar e educar as crianças por meio da realização de encontros semanais em praças públicas, por exemplo. Estes encontros teriam como objetivo informar de uma forma criativa e objetiva os jovens. Ademais, cabe ao Poder Judiciário intensificar a aplicação das leis e punir severamente os agressores por meio da aceleração dos processos na justiça. Para assim, reduzir o número tanto de gravidezes adolescentes quanto de abusos sexuais.