Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 03/10/2020
Com a criação da pílula anticoncepcional em 1960, houve diversos avanços no mundo em relação ao debate sobre a sexualidade. Atualmente, pelo fácil acesso à informação, casos de gravidez na adolescência são cada vez menores, porém ainda existem de forma significante em países subdesenvolvidos. Em virtude da gestação precoce, as vítimas tendem a abandonar a escola e a sofrer tanto fisicamente quanto psicologicamente, o que implica ações governamentais para atenuar os problemas.
Em primeiro lugar, a gravidez na adolescência resulta na evasão escolar. Segundo dados do Ipea, três a cada quatro adolescentes grávidas largam os estudos, sendo que mais da metade precisa trabalhar para prover o sustento da criança. Essa situação não causa somente consequências para as famílias das vítimas, mas também para a economia do país, uma vez que são menos pessoas desenvolvendo suas habilidades intelectuais e profissionais. Além disso, essa conjuntura coloca em contradição o que está escrito na Constituição de 1988, que assegura à criança, ao adolescente e ao jovem o direto de ter lazer e educação.
Em segundo lugar, a gestação na adolescência pode causar impactos físicos e psicológicos. A gravidez em pré-adolescentes são de grave risco para a mãe e para a criança, visto que há o desenvolvimento de ambos, o que leva à problemas de saúde como anemia, pressão alta, entre outros. Ademais, as meninas por ficarem privadas de lazer, educação ou até por não receber apoio da família, geralmente em camadas mais pobres, têm suas vidas totalmente afetadas.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde promover a conscientização e o suporte para os jovens, por meio de oficinas, propagandas e visitas de especialistas nas escolas. Desse modo, deverão ser criados centros de saúde com atendimento diferenciado para esse público, com o objetivo de reduzir o número de vítimas. Logo, não só o país, como também a sociedade, se beneficiarão com essas medidas.