Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/10/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os adolescentes representam cerca de 25% da população mundial o que é um número bastante alto e que, consequentemente produz também altas taxas de fertilidade.Contudo, a questão não reside nesse fenômeno da fertilidade, mas no que a Psicologia Comportamental conceitua de Agregado Cultural,que são os problemas que esse comportamento produz, no caso, a gravidez não planejada. Desse modo, é preciso a criação de Política Públicas que utilizem a educação como um meio de abordar a sexualidade e a saúde reprodutiva, além de investir em programas de prevenção da gravidez na área da saúde.

Convém ressaltar que, educar não se restringe as instituições escolares e universitárias, mas abrange diversas esferas, posto que o seu objetivo é informar. Nesse contexto, segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria (SPB), a desinformação sobre sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos são os principais motivos para a gestação na adolescência e essa desinformação pode transformar esse momento vital em uma crise capaz proporcionar uma série de riscos e complicações para os adolescentes, os recém-nascidos e inclusive para a sociedade. Portanto, é notório a necessidade do investimento governamental em educação sexual, visto que de acordo com dados da SBP, sem a educação sexual mais de 50% dos adolescentes já estão ativos sexualmente e, desse modo, não podem ser ignorados, eles precisam ter acesso a informações mais precisas e atualizadas,para que não aconteça a gravidez indesejada.

Outrossim, é fato que a gravidez precoce é um problema de saúde pública, posto que causa riscos à saúde da mãe, à saúde do bebê e gera impactos socioeconômicos, dado que muitas das grávidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego. Nesse viés, a gravidez precoce produz como “agregado cultural” os impactos econômicos provenientes da “Geração Ném-Ném” ( jovens que não estudam e nem trabalham), que no caso é consequência dos obstáculos que essas grávidas enfrentam para dar continuidade a educação ou emprego formal e, dessa, forma poderem alcançar melhores projetos de vida. Então, é extremamente necessário o Ministério da Saúde investir em programas de prevenção da gravidez e de planejamento familiar, posto que os riscos de engravidar.

Destarte, é notório que para diminuírmos esse agregado cultural será necessário a intervenção de dois setores: a educação e a saúde. Portanto, é preciso que as autoridades governamentais invistam em educação sexual nas escolas, por meio de palestras de prevenção de riscos mediada por profissionais da saúde, bem como um maior acolhimento da equipe psicopedagógica.