Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/10/2020

Biologicamente, a gravidez pode ser definida como o período que vai da concepção ao nascimento de um indivíduo. Denomina-se gravidez na adolescência, a gestação que ocorre entre 10 e 19 anos, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). É evidente que tal problemática está presente no Brasil, fato comprovado pela alta taxa de incidência no país, que supera a média latino-americana. Portanto, para reverter tal quadro, faz-se necessário analisar suas respectivas causas e consequências.

Convém analisar de início que a desinformação, que está diretamente atrelada à questão da vulnerabilidade social é fator preponderante para os elevados níveis de casos de gravidez na adolescência. Nota-se também que, mesmo após inúmeros avanços e descobertas tanto na ciência quanto na saúde, o sexo é tratado como tabu nas famílias brasileiras, fato que impede o diálogo entre o jovem e seus responsáveis. Ao analisar as causas citadas anteriormente, conclui-se que existe uma relação de interdependência, pois a maior parte da população desinformada sobre o assunto é proveniente de famílias que tratam este ato tabu, que corrobora para a manutenção de um ciclo vicioso.

Como consequência dos fatos supracitados, estão o preconceito sofrido pelas mães e por conseguinte seu não retorno às atividades escolares; os transtornos psicológicos advindos da enorme responsabilidade que terão durante toda sua vida e os impactos físicos, já que seus corpos não estão preparados para receber uma gestação. Os impactos socieconômicos são gigantes, uma vez que adolescentes que engravidaram não estarão qualificadas para o mercado de trabalho, devido à negligência do Estado em promover sua reintegração à sociedade. Tais consequências são extremamente negativas, pois causam um déficit no cenário econômico e poderiam ser evitadas com simples medidas.

Infere-se, portanto, a premência em buscar ações viáveis para resolver tal problemática. O Governo Federal, deve, através do Ministério da Educação incluir aulas de educação sexual na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) - que elabora os currículos escolares e as propostas pedagógicas para os ensinos infantil, fundamental e médio - para que esteja presente no cotidiano dos adolescentes desde o ensino fundamental II, por meio de aulas e palestras com multiprofissionais. Analogamente a tal ação a família deve se fazer presente na vida escolar de seus filhos comparecendo às reuniões sobre o assunto e desconstruir seu pensamento fechado sobre o assunto.