Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 05/11/2020

O documentário “Meninas”, de 2006, retrata fielmente a realidade da gravidez precoce no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esse quadro é mais frequente entre pessoas em situação de vulnerabilidade social. Então, é necessário observar as causas e consequências dessa problemática a fim de encontrar uma solução.

Em primeira análise, consideram-se as origens desse problema. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indica que em 1 a cada 5 bebês, a mãe tem entre 15 e 19 anos. Um dos motivos centrais é a falta de educação sexual nas escolas. Apesar da maior difusão de informações em decorrência da existência da internet, esses conhecimentos não são aplicados da maneira correta. Além disso, muitas vezes, as famílias, em razão de vergonhas ou tabus, não conversam sobre sexo no ambiente familiar. Logo, há uma lacuna nas políticas de prevenção.

Em segunda análise, vê-se as consequências dessa questão. A gravidez na adolescência, principalmente entre 10 e 14 anos, é considerada de alto risco. Ela pode causar diversos problemas de saúde à mãe e ao bebê - como diabetes gestacional, pressão alta, anemia e baixo peso do recém-nascido. Ademais, muitas meninas abandonam a escola. Isso acontece por falta de suporte ou por pressão da família, além de não voltarem a estudar pois são discriminadas pelos colegas e professores.

Em suma, percebe-se como é um problema complexo e urgente de ser resolvido. Então, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, responsáveis pela educação e pelo bem-estar da população, garantam o acesso à educação sexual na escola. Isso deve ser feito por meio de palestras, incentivo ao uso de contraceptivos e distribuição de preservativos, além de estender o acesso das informações às famílias dos alunos, a fim de que seja formada uma sociedade consciente, saudável e segura.