Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/10/2020

De acordo com o filósofo Michel Foucault, alguns temas são silenciados por motivos pré-estabelecidos, sejam eles pela ignorância ou por ainda serem considerados “tabus”. Analisando a perspectiva do filósofo e relacionando-o com a realidade da gravidez na adolescência que precisam de atos governamentais para serem reduzidas, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento, uma vez que há a desinformação acerca da educação sexual junto às condições de vulnerabilidade social de diversos jovens brasileiros. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a fase da adolescência é compreendida entre os 10 e 20 anos, período em que ocorre o início da prática sexual. Entretanto, observa-se que caracterizar o sexo como um escrúpulo mostra-se como um entrave na condução da temática com responsabilidade. Ademais, a desinformação acerca da educação sexual por parte da família é um dos principais motivos da gravidez precoce, visto que deriva de uma ideia na qual instruir adolescentes sobre essa prática pode torná-los sexualmente ativos.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para modificar esse cenário. Como solução, é preciso que o Ministério da Educação e Cultura, junto às escolas públicas e particulares, promova um projeto de prevenção à gravidez. Este consistirá em acrescentar à grade curricular aulas sobre educação sexual com o propósito de jovens receberem orientações sobre a gravidez precoce e, também, sobre as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), além de uma roda de conversa e de debates com a presença de professores, de convidados e de especialistas, ao propósito de desconstruir o “tabu” sobre esse tema. Desse modo, será possível traçar caminhos que se distanciem da ideia proposta por Michel Foucault.